16/09
20:15

Coluna Primeira Mão

Candidatos renunciam

Quinze dos 518 candidatos que solicitaram registro de seus nomes para disputar cargos eletivos em outubro próximo renunciaram às suas candidaturas. Conforme o TRE-SE, outros seis foram indeferidos e ingressaram com recursos e há ainda 44 indeferidos.

Questão de cor


Quando indagados sobre a cor, 279 candidatos informaram ao Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe que se consideram pardos, 173 brancos, 61 negros, três amarelos e dois indígenas.


Bom nível educacional


Entre os candidatos a cargos eletivos, apenas dois não sabem ler e escrever. Entre os demais 224 têm curso superior completo, 157 têm o curso médio, 54 o superior incompleto, 35 o ensino fundamental completo, 25 o curso médio incompleto e 21 o ensino fundamental incompleto.


Votos de presidiários


Os brasileiros necessitam repensar o voto para os presidiários. Se, por um lado, esse voto significaria uma forma de chamar a atenção para as desumanas condições das nossas prisões, por outro correria o risco de transformar facções criminosas em verdadeiros partidos políticos.


Disputa em atrito


A disputa pelo Senado, em Sergipe, vai ter muito bate-boca daqui para a frente. O senador Valadares, que estaria na frente, pega “porradas” de todos os demais candidatos, que também não se poupam e fazem acusações mútuas. Jackson Barreto, Rogério Carvalho, Heleno Silva e André Moura querem a segunda cadeira. Também estão no páreo Henri Clay e Reynaldo Nunes.


Estudantes esquecidos


É grande o número de estudantes universitários que moram em cidades do interior e frequentam faculdades e universidades em Aracaju. Poucas prefeituras ajudam a pagar essas despesas, a maioria cobrando passagens caras. Nessas eleições certos candidatos têm dito que darão atenção a esse numeroso grupo de estudantes esquecidos pelos prefeitos e vereadores de suas cidades.


Voto difícil


Existem muitos candidatos jovens que esperam conquistar os votos de eleitores adolescentes e jovens como eles. O grande problema desses candidatos reside na alta rejeição desse eleitorado aos políticos e à política. Convencê-los a sair de casa ou da praia para votar é uma das tarefas mais difíceis para qualquer candidato nas eleições de outubro próximo.


Turma de Temer com Bolsonaro


Os bons companheiros do presidente Michel Temer nem sequer falam o seu nome. Preferem lembrar sempre do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Isso acontece na campanha eleitoral em Sergipe e nos demais Estados do Brasil. Agora já mostram certa simpatia pelo presidenciável Fernando Haddad. Mas fala-se muito quem a turma de Temer vai votar com Bolsonaro.


Belivaldo confiante


Desde a quarta-feira passada que o candidato a governador Belivaldo Chagas (PSD) e seus apoiadores mostram-se mais empolgados com a campanha eleitoral. Dizem que ele estará no segundo turno na disputa contra Valadares Filho (PSB). Mas Eduardo Amorim aposta que sairá das urnas vitorioso. É bom esperar para ver.


É fake News


Circula nas redes sociais uma pesquisa anunciando que Jair Bolsonaro vence a disputa eleitoral em todos os Estados brasileiros. Isso não bate com a realidade. Ao menos por enquanto.


Convívio com o cão


O deputado estadual Luciano Pimentel trabalha no sentido de viabilizar a visitação de cachorros a seus donos doentes em hospitais. A proposta não é nada boa e pode até piorar (contaminando e ampliando infecção hospitalar) o ambiente nada agradável das casas de saúde de Aracaju. É melhor mandar o doente para sua casa.


Instituto Histórico

 

 
 


O Estado brasileiro (nos seus três níveis) é um desastre quando se trata de fiscalização. As autoridades do Rio de Janeiro, apesar das recomendações para que medidas fossem tomadas para proteger o Museu Nacional, nada fizeram e, assim, permitiram que o fogo destruísse um acervo que não tem reparação. Em Sergipe, valeria a pena as nossas autoridades fazerem fiscalização do estado de conservação do Instituto Histórico e Geográfico, bem como de todos os museus estaduais.


Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
08/09
19:18

Coluna Primeira Mão

Presente de grego

 

A presidenciável do PSTU, Vera Lúcia, anunciou ontem, no interior de São Paulo, parte de seu projeto de socialização de bens do país, caso seja eleita em outubro próximo.  “Dos mais ricos vamos expropriar, estatizar e colocar sob o comando dos trabalhadores; fim de isenções fiscais e com certeza cobrar muito mais impostos dos ricos.   Mas, como pode ver, não basta taxar as grandes fortunas. É preciso socializá-las”.

 

On the road

 

Os candidatos tendem a fazer elevados gastos de campanha com combustíveis para seus carros, de assessores e de alguns apoiadores mais pobres e que somente participam de eventos se ganharem, pelo menos, um tanque de gasolina, álcool ou diesel. Os gastos também são motivados por carreatas e viagens para manifestações públicas variadas e reuniões no interior do Estado.

 

É bom pensar

 

Todo 7 de setembro é uma boa ocasião para os brasileiros refletirem sobre a quantas anda o seu nacionalismo. Os brasileiros estão contentes com a venda de estatais, com a desindustrialização da nossa economia, com a venda de grandes partes do nosso território a estrangeiros, com a transformação do Brasil em grande "colônia" exportadora de commodities, etc?

 

Debate de vices

 

Como os vices são os substitutos dos titulares dos governos estaduais, seria bom realizar um debate entre eles antes do primeiro turno da disputa eleitoral deste ano. Caso isso já esteja inviável, porque não fazer antes do segundo turno?  Quem toparia promover?

 

Prestação de contas

 

A prestação de contas dos deputados estaduais que estão no exercício do mandato, salvo engano, não tem sido feita. Eles devem explicar ao eleitorado sergipano o que fizeram durante os últimos 4 anos. Esse é o mecanismo para justificar a reivindicação de um novo mandato.

 

Luciano na disputa

 

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SE) acatou o pedido de registro de candidatura do deputado estadual Luciano Bispo (MDB). Não viu nenhum impedimento legal.

 

Chama o Meirelles

 

O candidato do MDB à Presidência da República, Henrique Meirelles, nem parece que está na disputa. Sozinho, usa o espaço do horário eleitoral para dizer que trabalhou no exterior e ainda com Lula, Dilma e Temer. Não aparece sequer um amigo para dizer para a mulher do ex-ministro que “chama o Meirelles” (pra casa).

 

Gente demais

 

Desde que o capitão Oliveira foi assassinado, em 04 de abril, alguns envolvidos no crime têm morrido em confrontos com a polícia. Há casos de prisões também. Parece que a morte do PM, que comandava o Grupamento da Caatinga,  foi organizado por um Batalhão de Bandidos.

 

PF sem presídio

 

A Polícia Federal em Sergipe ainda não tem sua carceragem. Os presos "federais" são encarcerados nos presídios estaduais. Os políticos sergipanos bem que poderiam adotar a bandeira para os próximos anos.

 

Propositura

 

O Governo do Estado foi buscar o apoio dos deputados na Alese para aprovar o projeto de redução de 90% dos percentuais de multas e juros sobre dívidas de ICMS. Com a aprovação, o governo permite que mais de 10 mil empresas do Estado possam sanar suas dívidas e expandir seus negócios.  Segundo a Secretaria da Fazenda, a iniciativa abre caminho para incremento da atividade econômica principalmente no período de final de ano e a possibilidade de geração de mais empregos no Estado.

 

As opções

 

“A tragédia no Museu Nacional mostra que o capitalismo rouba o nosso passado, o nosso presente e o nosso futuro. Não há a menor condição de termos investimentos para a cultura e a educação sem parar de pagar a dívida pública aos banqueiros. Esse país precisa de uma rebelião! O comentário é da candidata a presidente da República pelo PSTU, a pernambucana/sergipana Vera Lúcia.

 

Mulheres de Peito

 

A bem falante líder do grupo de mulheres com câncer, autodenominado "Mulheres de Peito", é candidata a uma vaga na Assembleia Legislativa. Pode ganhar (quase certo que não ganhará) a eleição, mas pode fazer considerável estrago aos candidatos a governador. A população sergipana tinha simpatia pelas lutas do grupo brigando por tratamento oncológico.

 

Barulheira geral

 

Uma mudança sobre o que não fazer os candidatos nas eleições de 2018 é a proibição de uso de carro com auto-falante tocando jingles e repetindo falas dos candidatos nos bairros de Aracaju. Isso era o inferno para os moradores dessas localidades. Os candidatos contratavam esses serviços para a divulgação que ficavam horas e dias repetindo mensagens não pedidas pelos eleitores. Isso foi um progresso. O problema é que o caminhão dos vendedores de ovos faz essa poluição sonora indesejada o ano inteiro ( "trinta ovos por dez reais"). O mesmo acontece com os locutores nas lojas de comércio popular.

 

Parou por quê?

 

A greve dos médicos municipais já passou dos 45 dias e a Prefeitura e o grupo paredista não entraram em acordo. Pelo visto até agora, essa categoria de médicos funcionários públicos precisa repensar o seu papel na saúde dos aracajuanos. O "normal" seria a população que necessita de seus serviços protestar contra a Prefeitura ao lado dos médicos.

 

Quantos são?

 

O setor de inteligência da SSP já identificou quem são os quase 300 membros do PCC, facção  criminosa que supostamente atuaria dentro e fora dos presídios sergipanos. Segundo agente penitenciário experiente, esses números parecem exagerados. Para ele, nas cadeias de Sergipe haveria no máximo 10 criminosos dessa organização. Se os números divulgados esta semana forem corretos, providências precisam ser tomadas com certa urgência.

 

Faixa azul

 

A Justiça já decidiu    que todo e qualquer veículo pode trafegar na área que seria exclusiva para o transporte coletivo, mas os condutores evitam usá-la. Ainda temem multas.

 

Água mineral

 

Como há muitas dúvidas sobre a qualidade da água mineral comercializada em Sergipe, não seria oportuno testar todas as marcas à venda?

 

 



Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
01/09
15:21

Coluna Primeira Mão

De onde vem o dinheiro?

Durante esse período de campanha eleitoral, candidatos ao governo estadual levantam problemas e dizem ter soluções para eles. Essas soluções são apelidadas de "promessas", "propostas", "compromissos" etc. Nas entrevistas que têm dado a emissoras de rádio de TV, eles têm esquecido de dizer de onde virá o dinheiro para tantas realizações. Em respeito aos eleitores sergipanos, eles precisam explicar as fontes de captação de receitas, bem como a proposta orçamentária estadual para 2019. Farão remanejamento de verbas? Os entrevistadores também deveriam lembrar desse "detalhe".

Fique atento

O cenário político exposto nas pesquisas somente deverá apontar aqueles que vão para o segundo turno, na disputa do Governo de Sergipe, depois do dia 15 deste mês, quando as consultas populares já mostram os efeitos dos dias de campanha na tv e rádio. Mas, a depender da “mala preta”, mudanças podem ocorrer até no dia “D”, o 7 de outubro.

Número um


Esta coluna vem sustentando que o principal problema que os candidatos a mandatos federais e estaduais precisam resolver é o seguinte: como vão criar empregos para os sergipanos? Os demais assuntos vêm em segundo lugar.


Consolidação


Valadares Filho, o candidato do PSB ao Governo de Sergipe, trabalha um projeto de consolidação de seu nome como o primeiro colocado. Belivaldo Chagas (PSD) e Eduardo Amorim (PSDB) querem tomar os eleitores de “Vavá Júnior” conquistar suas presenças no segundo turno, que será disputado no dia 28 de outubro. Tudo pode acontecer.


Os sem tempo


Os candidatos a cargos eletivos que têm tempo insignificante no horário eleitoral gratuito no rádio e na tv estão convidando os eleitores para ver as suas propostas nas redes sociais.


Caravana de 10 dias


Nesta segunda-feira, 03, o coronel Rocha, candidato a deputado federal, inicia uma caravana de 10 dias pelo interior do Estado. Fará panfletagem de município em município e só voltará a Aracaju quando cumprir essa missão. Nos 10 dias, ele estará ao lado do major Ildemário, candidato a suplente de senador. Rocha abriu mão dos Fundos Partidário e Eleitoral e está recebendo doações legais, fiscalizadas pelo TSE.


Corte de gastos


Belivaldo indica no Programa de Governo que vai passar o 'pente fino' nas despesas, revendo uma a uma para economizar recursos que serão transferidos para educação, saúde e segurança.


Frentes Solidárias


E tem propostas de impacto quase imediatos sobre a geração de emprego, como a criação de Frentes Solidárias de Trabalho, dando ocupação para que pessoas hoje desempregadas prestem serviços para a população, cuidar de áreas públicas, capinação de escolas, cuidados com idosos entre outras ocupações


Redução do ICMS


Outra proposta inovadora é a redução do ICMS de bens consumidos pelas famílias mais pobres, aumentando o poder de compra das famílias e estimulando a geração de emprego no comércio
.


Isso vai dar certo?


A Comissão Estadual da Verdade (CEV) pediu ao prefeito Edvaldo Nogueira a identificação de pontos de Aracaju que possam ser expostos para a coletividade como áreas ligadas a algum evento do período do regime militar. Deseja marcar locais onde ocorreram prisões, a exemplo do 28 BC, unidade militar do Exército em Sergipe, tenha uma placa anunciando que alí vários cidadãos sergipanos foram presos e torturados.


Dá para acabar


280 mil sergipanos, com 15 anos ou mais, conforme dados da
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , são analfabetas. Isso corresponde a pouco mais de 14%.


Acorda, candidato!


Candidato que dorme a onda leva e o destino, com certeza, não será o sucesso nas urnas. Vale lembrar que R$ 5h30 tem gente nos pontos de ônibus indo trabalhar e os mercados já estão abertos e à todo vapor.


Muro do aeroporto


O muro que circunda a área do Aeroporto de Aracaju está em condição muito precária. Especialmente na avenida Heráclito Rollemberg, onde um pequeno conserto foi iniciado. Mas isso é muito pouco diante de sua situação em toda essa avenida: está inclinado para dentro e a qualquer hora pode desabar. Da mesma forma, a parte do muro antes do qual os aviões decolam também está péssimas condições. Por onde andam os dirigentes da INFRAERO em Sergipe? A impressão que se tem é de abandono.


Espécie em extinção 1


Os carroceiros de Aracaju são uma espécie em extinção. Projeto de lei da vereadora Kitty Lima prevê o seu desaparecimento das ruas da capital em quatro anos. De que vão viver esses homens de pouca ou nenhuma educação? Obterão empregos como funcionários dos vereadores da Câmara Municipal? Ou da Prefeitura de Aracaju? Receberão treinamento profissional novo ou alguma forma de reciclagem? O que farão com suas carroças e cavalos? Serão obrigados a desfazer-se desses bens? Quem os indenizará? Como alimentarão suas famílias?


Espécie em extinção 2


A vereadora Kitty Lima tem mesmo sensibilidade para cuidar dos direitos dos animais. Onde está a sua sensibilidade para cuidar dos direitos humanos? Tudo isso em nome da mobilidade urbana. Por que ela não trata dos esgotos a céu aberto das avenidas de Aracaju? Por que não dá atenção ao modo cruel dados aos animais abatidos nos matadouros? Por que não cuida da poluição industrial e residencial dos rios que cortam Aracaju? As preocupações de seu guru Peter Singer são para coisas mais relevantes e não para desempregar pessoas e gerar mais pobreza.


Filantropia eleitoral


O tempo passa, mas tem coisa que não muda. Candidato a governador "todo certinho" foi visto levando um grupo de pessoas a clínica no bairro Siqueira Campos. Lá chegando, cumprimentou a todos os pacientes e foi em busca do diretor da clínica aos cuidados de quem deixou o seu grupo. Fazia filantropia eleitoral.


Xenofobia pura


Os venezuelanos não virão para Sergipe. Aparentemente, os estados escolhidos para recebê-los são aqueles cujas economias estão em melhores condições que a nossa. Mesmo assim, grupos xenófobos sergipanos estão fazendo "barulho" nas redes sociais.



Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
31/08
10:56

1968, o protagonismo estudantil

Afonso Nascimento - Professor de Direito da UFS

 

 

O 1968 brasileiro completa, em 2018, cinquenta anos. Escrevemos "brasileiro" de propósito para marcar a diferença do badalado 1968 francês. Naturalmente, a juventude estudantil brasileira acompanhou e leu sobre aquele maio que sacudiu as estruturas do poder na França, mas ela não foi influenciada pelos acontecimentos franceses. O ano de 1968 brasileiro teve a sua própria especificidade histórica e cultural. O Brasil vivia sob uma ditadura militar, produto da Guerra Fria que opunha Estados Unidos à União Soviética no mundo, enquanto a França era uma democracia.

 

A atenção do movimento estudantil brasileiro estava mais voltada para os Estados Unidos por três razões. Em primeiro lugar, porque uma bandeira das organizações estudantis de esquerda era contra o imperialismo americano, ele mesmo patrocinador do regime militar. Em seguida, porque as forças políticas de esquerda tinham os olhos voltados para Cuba que se apresentava como modelo e possibilidade de revolução comunista em outros países da América Latina. E, por último, porque as lutas sociais dos EUA prendiam mais as atenções dos brasileiros. Dizendo isso, estamos a falar da oposição contra a Guerra do Vietnã que ceifava de centenas de jovens americanos, bem como das lutas femininas contra o conservadorismo sexual e as lutas dos afro-americanos por direitos civis.

 

Os estudantes brasileiros, franceses e americanos tinham algo em comum em termos de autores e livros que consumiam, ou seja, Herbert Marcuse (Eros e Civilização, etc.), Wilhelm Reich (A Revolução Sexual, etc.), entre outros intelectuais. No caso dos estudantes brasileiros, a esses autores devem ser acrescentados os autores de linhagem marxista e do cristianismo de esquerda.

 

No Brasil, 1968 não foi um ano que não terminou, como diz título de famoso livro de Zuenir Ventura. Ao contrário, foi um ano terminou muito mal para a juventude estudantil, assim como para qualquer grupo ou categoria que fazia resistência ao regime militar. Especialmente em relação ao movimento estudantil que tentava se levantar depois da repressão ocorrida em 1964 e 1965, depois do golpe civil-militar de abril. Nesse sentido, 1968 foi o ano de maior protagonismo do movimento estudantil contra a ditadura militar, ano que aumentou e aprofundou a violência do regime castrense. Quais os principais grupos de resistência ao regime autoritário em 1968 no Brasil?

 

Em 1968, havia várias frentes de resistência ao regime militar e não apenas a resistência estudantil que, comparada às demais, aparece como a mais importante. Tratemos primeiro das formas não-estudantis de lutas - com o que não seguimos o esquema cronológico das ações de resistência. Pois bem, em 1968, o movimento sindical reapareceu depois de 1964. Três greves de trabalhadores tiveram lugar em São Paulo e Minas Gerais, mais precisamente, em Osasco por duas vezes (SP) e em Contagem (MG). No plano cultural, a repressão se abateu sobre artistas e instituições culturais, com censura, com espancamentos de atores, com invasões teatros (Teatro Ruth Escobar, Teatro Opinião, Teatro Princesa Isabel). Ainda na cena cultural, 1968 é ano em que, depois de presos provisoriamente, os artistas Caetano Veloso e Gilberto Gil se sentem obrigados a partir para o exílio na Inglaterra. Chico Buarque também fará o caminho do exílio mas para a Itália.

 

Nesse mesmo ano, tem início a luta armada liderada por grupos radicais de esquerda, saídos, grosso modo, dos meios estudantis. Vários são os registros das ações dos grupos armados que incluíram a explosão de bomba no Consulado Americano de São Paulo realizada pela Aliança Libertadora Nacional (ALN); o assalto do trem pagador de Santos-Jundiaí novamente pela ALN; um capitão dos Estados Unidos, Charles Chandler, é assassinado por um comando da Vanguarda Popular Revolucionária(VPR); a mesma VPR explode bomba em QG do II Exército, em São Paulo, ação da qual resultou a morte de um soldado; o Comando de Libertação Nacional (Colina) abate o major alemão Edward von Westernhagen no Rio de Janeiro; entre outras ações mais.  

 

No que concerne à frente parlamentar de resistência, em 1968, foi pronunciado o famoso discurso do deputado federal Márcio Moreira Alves, pedindo às esposas de militares que se fizessem algo como greve sexual como forma inibir as ações repressivas de seus maridos, coisa que supostamente tinha sido feita por mulheres na Grécia Antiga. Existe uma outra versão sobre esse discurso em que o mesmo deputado sugere que moças se recusassem a dançar com cadetes do Exército nos bailes de 7 de Setembro, o dia nacional brasileiro. Esse discurso de Márcio Moreira Alves causou indignação entre os militares e serviu de pretexto para que o marechal Costa e Silva decretasse o Ato Institucional no. 5, levando ao fechamento completo do regime militar, que alguém chamou apropriadamente de "a ditadura escancarada".

 

Em relação à frente dos estudantes brasileiros, entendemos que 1968 foi, já o dissemos, o ano de seu protagonismo na resistência ao regime militar. À exceção de novembro e dezembro, todos os demais meses desse ano registraram lutas estudantis travadas nas suas instituições, nas ruas e avenidas do país. Uma prova do que estamos a falar é o fato de o regime militar achar necessário reduzir a maioridade penal para menos de dezoito anos (Lei no.5.439), com o que também buscava alcançar os estudantes secundaristas que geralmente se encontram nessa faixa etária.

 

As lutas estudantis do ano de 1968, nós as classificamos como sendo de dois tipos, a saber, lutas reivindicatórias e políticas, e, lutas com a iniciativa dos estudantes e lutas em resposta à ação repressiva do regime contra as organizações estudantis. As lutas reivindicatórias foram em número menor do que as lutas políticas e, sem poder relacionar todas elas nesse espaço, delas são exemplos as demandas por mais vagas nas universidades nos primeiros meses de 1968, ocorridas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Quanto às lutas políticas, de novo sem pretensão de esgotar suas evidências, vale mencionar os protestos contra a ditadura militar no primeiro aniversário ano na do golpe de Estado de 1964 e a tentativa de refundar a União Nacional dos Estudantes em Ibiúna, cidade do interior de São Paulo, local em que a Polícia Militar paulista prendeu mais de oitocentos estudantes, depois liberados para voltar aos seus estados.

 

Chamou muito a nossa atenção os meios violentos usados pelo regime militar para reprimir a estudantada brasileira e as universidade em geral. Os militares fizeram uso de sua cavalaria, uso de armas de fogo, uso invasão de universidades e faculdades, etc. O número de estudantes mortos em 1968 foi de sete (7). O primeiro deles, morto a tiro, foi o estudante secundarista Edson Luís no restaurante estudantil chamado de Calabouço. Na missa de sétimo dia morte do estudante, realizada na Igreja da Candelária, estudantes e padres foram duramente reprimidos pela Polícia Militar do Rio de Janeiro. Os estudantes brasileiros realizaram, por sua conta e risco, greves, deram apoio a greves de operários, e realizaram assembleias, manifestações e ocupações de reitorias de universidades.

 

Duas grandes manifestações merecem ser destacadas, por causa da quantidade de pessoas que foram mobilizadas. A primeira foi a passeata realizada por ocasião do enterro do estudante assassinado em Edson Luiz, que levou para as ruas cerca de sessenta mil pessoas. A outra foi a Passeata dos Cem Mil também ocorrida no Rio de Janeiro, sobre a qual os militares tiveram a sensatez de não colocar suas tropas nas ruas. É impressionante observar como os militares usaram armas de fogo por ocasião das atividades políticas estudantis e terem invadido universidades como a UNB, a USP e a UFMG.

 

Especificamente tratando de Sergipe, o ano de 1968 foi grandemente marcado por dois acontecimentos importantes. O primeiro foi a fundação Universidade Federal de Sergipe, acontecimento que gerou mais apoio das elites intelectuais sergipanas ao regime militar, pois esse era um velho projeto que finalmente se realizava. O segundo foi a criação - pela primeira vez posto que se tratava de uma universidade nova - do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFS, o qual, depois do encontro de Ibiúna, em São Paulo, foi fechado e só voltando a funcionar em 1976.

 

Como se não bastasse ter editado, em fins de 1968, o Ato Institucional no.5 (essa “constituição” desnecessária dos militares que lhes permitia o arbítrio em nome da segurança nacional), o regime militar fará publicar, em 1969, o decreto-lei no. 477, dando-se com ele mais um instrumento legal para reprimir estudantes de universidades e de faculdades em todo o país. A página mais violenta e brutal do regime autoritário estava apenas se descortinando. Dias piores ainda estavam por vir, antes de a ditadura militar ser derrotada.

 

_________

 

PS: Servimo-nos livremente de dados extraídos do livro de ZAPPA, Regina e Ernesto Soto. 1968. Eles só queriam mudar o mundo. 2ª. Ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2018.Em 2018, comemoram-se os cem anos da famosa rebelião estudantil ocorrida em Córdoba, na Argentina.




Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
26/08
11:36

Coluna Primeira Mão

 Lula cá

 

O nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se faz muito presente na campanha eleitoral de n Sergipe. Petistas e aliados usam Lula para atrair votos. E, avaliam, vem obtendo sucesso. A “LULA” é muito forte. Os opositores, então, andam falando que o Bolsa Família ´´é uma maravilha” e vão trabalhar para preservar o programa social. Por cauda desse tipo de comportamento, a turma do Lula está alertando o eleitorado sobre o comportamento da oposição.

 

Malas pretas

 

O mercado de malas pretas eleitorais está bem aquecido. É sinal de que muito dinheiro vai circular na compra de cabos eleitorais e eleitores.

 

13 impugnações

 

A procuradora regional Eleitoral, Eunice Dantas, encaminhou ao TRE/SE ações de impugnação contra as candidaturas de Adalberto Mendes Neto (PT), Antônio Cláudio Santos das Neves (PPL), Arivaldo de Rezende (PTB), Francisco Sérgio Matos Tavares (PMN), Ildomário Santos Gomes (Rede), Ivan Santos Leite (PRB), José Aguinaldo Neves Cunha (PR), José Luiz da Mota Cruz (PSL), Lourdes Goretti de Oliveira Reis (PSD), Luciano Bispo de Lima (MDB), Luiz Santana de Carvalho (Podemos), Manoel Messias Sukita Santos (PTC) e Rogério Carvalho (PT). Há três casosavaliados como graves. Os outros dez seriam amenos. Isso vai terminar no TSE ou, quem sabe, no STF.

 

Sabem demais

 

Candidatos a governador parecem ter diversas coisas em comum. Por exemplo, alguns deles falam que a crise do governo estadual é um problema de gestão ou de competência. O pior é que se ouve essa fala partindo de candidatos sem nenhuma experiência administrativa. Mais um exemplo: candidatos têm em comum afirmar que, para combater a criminalidade, é fundamental fechar as fronteiras sergipanas com a Bahia e Alagoas para bandidos vindos desses Estados. Com todo o respeito a essas pessoas, isso parece com o discurso de Donald Trump. Ainda bem que, até agora, ninguém falou em construir um muro por aqui.

 

Coroas ligadões

 

Muita gente se pergunta: como é que Jackson Barreto (MDB), 74, e o senador Antônio Carlos Valadares (PSB), 75, já caminhando para os 80 anos, conseguem energia suficiente para manter esse intenso pique de uma campanha eleitoral. Só eles podem responder.

 

Seo Andrade

 

Durante sua visita a Sergipe, o vice do presidenciável Lula, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, era chamado pelo povão de “Seo Andrade”. Isso tem sido muito comentado pela mídia nacional. O mesmo aconteceu em Pernambuco. O povo absorve o cara de Lula.

 

Greve de fome

 

Há mais de 20 dias sete pessoas fazem uma greve de fome em Brasília. Elas buscam sensibilizar os ministros do STF em relação ao caso do ex-presidente Lula. Os dois efeitos até agora: os grevistas com a saúde muito debilitada, indiferença da grande mídia nacional e nenhuma menção do STF. Essa história pode acabar mal.

 

Indução ao erro

 

Os planos de governo para presidente e para governador são cheios de generalidades e de vagueza muito grande. Uma interpretação que se pode fazer dessa afirmação é a seguinte: são planos para ganhar eleições e não para criar problemas para os candidatos quando ocorrem os debates. Passadas as eleições, aí sim, os verdadeiros planos vão ser elaborados. Do jeito que a coisa é, os eleitores só podem votar “erradamente”.

 

PMs candidatos

 

Não há nada que possa ser feito em relação a policiais militares que se candidataram a mandatos de representação político-partidária nas eleições vindouras, posto que eles são cidadãos como qualquer um de nós civis. Mas para a corporação militar é ruim. Isso torna possível uma politização ainda maior dos nossos militares. Especialmente quando se observa que entre os candidatos estão indivíduos de diversas patentes, como coronéis, capitães, sargentos, majores e cabos. A maioria deles é de candidatos a deputados estaduais. Além desses 21 candidatos que estão na ativa, também pleiteiam mandatos mais seis militares que se encontram na reserva.

 

Haddad e Boulos

 

Dois presidenciáveis estiveram em Sergipe na semana que passou. O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, até porque o seu partido, o PT, é maior e mais organizado, mobilizou um grande número de militantes, simpatizantes e outros mais. O outro presidenciável foi Boulos, do Psol, um partido mais à esquerda do PT e certamente um aliado no segundo turno se o primeiro conseguir essa proeza.

 

Grande promessa

 

Numa roda de “analistas políticos” em um restaurante da Coroa do Meio, alguém saiu-se com esse comentário sobre a candidatura de Valadares Filho a governador de Sergipe: “Ele é jovem demais, filhinho de papai, não tem experiência administrativa e, se ganhar, quem vai governar Sergipe será o velho Valadares”. Isso não tem nada ver. Jovem ele pode ser, mas já tem três mandatos de deputado federal com um bom desempenho em Brasília. É uma grande promessa para a política sergipana.

 

Sem democracia

 

As convenções partidárias para a escolha de candidatos para participar da corrida eleitoral são uma demonstração de um processo seletivo que pode ser tudo, menos uma amostra de democracia interna nas agremiações políticas. A democracia deveria começar “em casa”.

 

Greve dos médicos

 

 

 

 

A greve dos médicos da rede municipal de saúde está se alongando demais e uma soluçãonão é encontrada. Levantada por médico da rede particular, a pergunta é a seguinte: se os médicos tivessem o apoio dos seus pacientes, essa greve já não teria acabado? Se quiserem, eles podem refletir sobre isso.



Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
18/08
12:57

Coluna Primeira Mão

Pobreza quase franciscana

 

Dizem que pessoas que se dispõem a fazer política costumam transferir bens para seus familiares e sócios ou abrir contas secretas no exterior. Fazendo isso, eles se apresentam aos eleitores como um deles ou quase assim. Pode ser que isso explique a “pobreza quase franciscana” de muitos candidatos nessas eleições. Muitos deles fazem política há muito tempo e nunca conseguíram juntar um dinheirinho.

 

Muito pobre

 

Tem candidato em Sergipe que declara valor do patrimônio que dispõe menor que o da casa própria ou apartamento próprio em que reside.

 

Estudar é preciso

 

O pastor Heleno Silva (PRB) e o deputado federal André Moura (PSC) são dois dos principais candidatos ao Senado que não têm nível de formação superior completo. Em compensação, o candidato a governador Eduardo Amorim (PSDB), que é do mesmo bloco político deles,  tem três formaturas e poderia emprestar uma para cada um dos seus aliados que disputam cadeiras do Senado.

 

Ana divulga candidatos

 

A deputada estadual Ana Lúcia (PT) não disputará a reeleição e já está nas redes sociais defendendo as candidaturas de Iran Barbosa para deputado estadual e professora Angela para deputada federal.

 

Candidatos de Lula

 

O candidato a senador pelo PT, Rogério Carvalho, e s candidatos a deputado federal João Daniel e Marcio Macedo propagam por todo Sergipe que são os candidatos do ex-presidente e candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva e, claro, do PT.

 

Não abusem

 

Os candidatos ao Governo de Sergipe deveriam encomendar estudos a seus grupos de assessoramentos para ver o que é possível ser feito pelo Estado com os poucos mais de R$ 9 bilhões do orçamento previsto para 2019. Não dá para prometer segurança, saúde educação de primeiro mundo em um Estado falido. Promessas demais o santo desconfia, diz o ditado popular.

 

Coisa de marqueteiro

 

Analistas políticos falavam que as ideologias dos partidos políticos eram coisa rara no Brasil, agora afirmam que o marketing político acabou de vez com as diferenças entre os candidatos de qualquer partido. Da mesma forma que vende cerveja etc., os marqueteiros vendem na TV os candidatos como qualquer mercadoria. O que importa é alcançar os

consumidores/eleitores.

 

Haddad em Sergipe

 

O candidato a vice-presidente da república na chapa encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Haddad, virá a Sergipe na próxima quarta-feira. Desembarca em Aracaju às 8h e logo em seguida, às 9h, concede entrevista coletiva na sede do PT. Ás 10h, Haddad participa do lançamento do livro “Caravana Lula” e às 16h30 participa de caminhada saindo da praça general Valadão até a Fausto Cardoso, onde acontece um ato público.

 

Valadares Filho na CDL


O candidato ao governo de Sergipe, Valadares Filho (PSB), será o primeiro a ser ouvido pelos empresários do comércio, no programa Conversando Com o Lojista, tendo à frente a FCDL Sergipe e a CDL Aracaju. O debate será no dia 30 de agosto, das 12 às 14h, na sede da entidade, rua Santa Luzia. A CDL também definirá as outras datas para ouvir postulantes ao governo do Estado.

 

Férias eleitorais

 

A cada eleição bom número de funcionários públicos se candidatam a mandatos eletivos. Alguns são candidatos de verdade, mas outros são cabos eleitorais ou simplesmente pegam “férias” remuneradas dos seus empregos da administração pública.

 

Campanha na orla

 

Dezenas de candidatos  programaram suas equipes de campanha para se fazer presentes na orla da praia de Atalaia neste final de semana. Vão atrapalhar o banho de bar dos aracajuanos.

 

Jogo duro


O governo vem jogando duro contra os devedores de ICMS. Junto com a “Operação Justiça Fiscal”, realizada a partir da última segunda-feira, 13, a Secretaria de Estado da Fazenda agiu sobre grandes empresas de renome nacional e suspendeu a inscrição estadual dos denominados “substitutos tributários” – aquelas empresas que respondem legalmente pela ação de recolhimento e repasse ao governo do ICMS – por estarem devendo imposto em Sergipe. Na prática, isso significa que o ICMS do produto deverá ser pago na entrada ao Estado. Isso acaba forçando a empresa a negociar a quitação do débito, pois a Sefaz não pretende revogar a medida que adotou...

 

Sukita na mídia

 

Esse chamego todo em torno do nome de Sukita vai terminar garantindo a eleição dele para deputado federal. Mas, parece, ele corre ainda sério risco judicial. Há embargos em avaliação em juízo. Aguardemos.

 

Disputa é local

 

Toda eleição é local, já disse alguém, mesmo que seja para presidente. cargos federais e estaduais. Os eleitores residem e votam nos seus municípios.

 

Marca única?

 

Pessoas falam que as ideologias dos partidos políticos eram coisa rara no Brasil, agora afirmam que o marketing político acabou de vez com as diferenças entre os candidatos de qualquer partido. Da mesma forma que vendem cerveja etc., os marqueteiros vendem na TV os candidatos como qualquer mercadoria. O que importa é alcançar os consumidores/eleitores.

 

Farmácias demais

 

Tem alguma coisa errada com o surgimento de tantas redes de farmácias em Sergipe? Quase sempre perto de outra ou então várias juntas, todas juntas. Na Atalaia tem 5 farmácias, uma ao lado da outra. Será que essas farmácias compram remédios a preço de banana, compram terrenos "de graça" onde constroem suas empresas e estacionamentos? Ou será ainda que o seu lucro vem da venda de mercadorias que não são remédios?

 

Disputa da Ordem

 

As eleições para a OAB prometem ser acirradas. Quase sempre os candidatos defendem. Uma de fechamento da corporação e seus problemas,  e outra é voltada  para a sociedade e problemas da categoria. Ainda não se sabe se existem candidatos ligados a partidos ou  a grupos políticos

 

Quem matou?

 

Corajosa, a denúncia feita pela deputada Ana Lúcia Vieira sobre a morte de trabalhador (lavrador e servente de pedreiro). Embora seja preciso esperar os resultados da perícia, o relato da política e das testemunhas do homicídio pareça mais verossímil. Afinal de contas, o trabalhador morreu atingido com um tiro na nuca. A negação corporativista à denúncia não ajuda em nada. Os nossos policiais civis e militares não podem ser confundidos com bandidos.

 

Caso Marielle

 

Raul Jungmann, ministro da Segurança Pública, abriu o jogo sobre as investigações do caso de execução da vereadora carioca Marielle Franco, no quinto mês de sua morte. Propôs que o comando delas fique por conta da Polícia Federal. Deixou claro que as investigações por autoridades estaduais do Rio de Janeiro não andam porque elas envolvem políticos, civis e militares presentes em altos postos da administração estadual.



Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
12/08
15:48

Coluna Primeira Mão

Nas redes sociais


Recentemente, circulou nas redes sociais um comentário machista sobre como se produzem bem as delegadas e as procuradoras, insinuando que quando existem operações elas podem ser encontradas horas antes nos salões de beleza, o que seria um preparativo para dar entrevistas na TV mais tarde. Preconceito puro. Se alguém observar com cuidado, verá que delegadas e procuradoras sempre estão bem produzidas diariamente. Isso faz parte da importância e da dignidade dos cargos que ocupam.



Opções jovens



Grupos de militantes políticos com e sem partido apostam que o eleitorado jovem vai se identificar com as candidaturas ao Senado Federal de Henri Clay Andrade e Alessandro Vieira. Seriam os dois a renovação tão propalada? Sônia Meire avalia que ela é quem renova. Rogério Carvalho tem certeza de que ele é o cara. E agora?



É fake news



Promessas de pagamento de bons salários para servidores públicos, todos sabem, é fake News. A situação dos cofres públicos de Sergipe é péssima. Mas em campanhas eleitorais aparece sempre um ousadinho prometendo aquilo que não vai fazer.



É preciso apurar



A denúncia de fraude no IPTU da prefeitura de N.S. Socorro precisa ser bem apurada. Suspeitos já foram presos. Isso aconteceu em período em que o prefeito era Fábio Henrique, alguém que pode não ter nada com as irregularidades.



São Francisco



A candidata a vice-governadora de Belivaldo Chagas, Eliane Aquino, está sempre de olho nas questões sociais de Sergipe. Embora não faça parte da Comissão que organiza o programa de governo, ela acompanha de perto a elaboração das propostas e quer priorizar projetos sociais inovadores no Baixo São Francisco. Esses projetos devem gerar emprego e renda para a população mais pobre.



Apoio político



Tem muita gente achando, inclusive da coligação governista, que na hora “H” o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PC do B), anunciará o seu apoio ao candidato a senador do PSC, André Moura. Parece que isso não vai acontecer.



Hospital do Câncer



A construção do Hospital do Câncer de Sergipe vai estar insistentemente nos bate-bocas desta campanha eleitoral. Eduardo Amorim (PSDB) vai cobrar a obra e Belivaldo vai explicar o atraso dela. Aqui para nós, trata-se de uma obra importante para os doentes daqui.



Professorado



Com a aposentadoria política da deputada Ana Lúcia, o vereador Iran Barbosa deverá ser o seu substituto na Assembleia Legislativa. Provavelmente será ele também o seu herdeiro político junto à corporação dos professores estaduais. Mas é preciso admitir que o vereador não tem a mesma força política da grande deputada à frente do SINTESE. Ou talvez tenha, mas essa sua liderança não tenha sido mostrada por causa da presença dela. Quem sabe?



Privilegiados



O Supremo Tribunal Federal, ao aumentar os salários de seus ministros em mais de 16% na semana que passou, deu a sua "contribuição" para piorar a crise fiscal do Brasil. O que acontecerá depois dessa medida equivocada? Um efeito cascata dos salários em todas as instâncias ligadas à Justiça. Em Sergipe, cujas finanças estaduais estão no vermelho, aumentará a dor de cabeça dos administradores estaduais. Onde encontrar dinheiro? Antes de tomar essa medida, os ministros da corte suprema que votaram a favor desse aumento acima da inflação deveriam dar a receita para fazer a economia brasileira sair do buraco em que se encontra.



Políticos honestos



O leitor desta coluna conhece a história de certo filósofo chamado Diógenes, que saía de casa com uma lanterna à procura de homens honestos? Pois bem, no meio de tantos escândalos envolvendo políticos, os eleitores sergipanos e brasileiros poderão se sentir como Diógenes com computador à mão procurando por candidatos honestos. É certo que eles existem, mas se não procurar, não acha.



Diplomados



Se for eleita, a dupla Eduardo Amorim e Ivan Leite não precisará ser diplomada pela Justiça Eleitoral. O motivo é o seguinte: juntos, os candidatos possuem cerca de seis diplomas universitários! Amorim: Medicina, Direito e Comunicação. Ivan Leite: Engenharia, Direito e outro mais. Se isso for um hobby, tudo bem. Do contrário, pode levar pessoas a pensar que são indivíduos que não sabem o que querem. Ou ainda: que sabem demais o que querem!



Presidiários



Não são poucos os especialistas brasileiros que defendem o direito de votar e ser votado para os presidiários, ou seja, pessoas condenadas pela Justiça. As estatísticas dizem que os presidiários brasileiros formam uma população de 700 mil. A justificativa é que assim, como eleitores e candidatos, os governos e os presidentes prestarão atenção as condições degradantes das penitenciárias brasileiras. Além disso, seria uma forma de reintegrá-los à sociedade. Isso também tem sido uma pauta nos Estados Unidos.

 

Matadouros

 

Prefeitos e vereadores dos municípios sergipanos, ao invés de colocar problemas, deveriam cooperar com o trabalho do Ministério Público Estadual e Federal  na busca de civilizar a situação dos matadouros sergipanos, onde reina a barbárie. Esse é um conjunto de medidas que merece a aprovação de todos os sergipanos.

 

Quem matou Marielle?

 

A viúva de Marielle Franco está sendo ameaçada de morte. Fez essa denúncia às autoridades da OEA. O mais interessante e lamentável nessa história é que as autoridades federais e estaduais dão a entender que sabem alguma coisa, mas não podem avançar mais na investigação. E isso acontece num estado, o Rio de Janeiro, sob intervenção militar.

 

Transporte coletivo

 

As empresas do serviço público de transporte coletivo de Aracaju se queixam muito da intensa presença dos clandestinos atuando na cidade. Mas isso é preciso, senão o povo gastará todo o dia nos pontos de ônibus esperando para ir ao trabalho e voltar.

 

É preciso salvar


É cada vez perceptível o "despovoamento" do centro antigo de Aracaju. A prefeitura deve aproveitar essa migração para arrumar e embelezar áreas com casarões que guardam a memória da cidade. Do contrário, o tempo se encarregará levar à ruína esses imóveis e ruas.



Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
04/08
11:04

Coluna Primeira Mão

Economia Eleitoral

A economia eleitoral já está funcionando. Candidatos a postos políticos mandam fazer faixas e "santinhos", contratam marqueteiros, advogados, contadores e militantes remunerados, reservas são feitas em postos de gasolina, etc. Dão um empurrão na economia do país, mas o seu PIB não passará dos 2% previstos pelos economistas.

Preso em alta

Uma pesquisa reservada que circula em mãos de partidos e candidatos mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o preferido de 68% dos sergipanos para governar o Brasil a partir de janeiro próximo. Mas, parece estar claro, encontra-se inelegível. O segundo colocado seria Bolsonaro com apenas 6%.

Verdes na disputa

Neste domingo (05), às 14h, ocorrerá a Convenção Estadual do Partido Verde. Serão serão oficializados os nomes de Reynaldo Nunes como candidato único ao Senado e os candidatos do PV a deputados estadual e federal. Os verdes aprovarão também aliança com o DEM, que terá Mendonça Prado como candidato a governador .

Slogan de programa

Depois de fazer consultas populares nos oito territórios do Estado, a equipe de elaboração do programa de Governo de Belivaldo Chagas propôs como slogan do trabalho realizado “Sergipe que o povo quer”.


É verdade


Quando serão apresentados os resultados da Comissão Estadual da Verdade? Não é momento para se falar disso? Claro que sim. O governo de Jackson Barreto e Belivaldo Chagas logo estará terminando.


Mulheres negras


No próximo dia 09, às 19h, será realizada Roda de Conversa sobre “a importância de eleger candidaturas negras”. O tema será explorado por Paulo Neves, Aline Braga e Laila Oliveira. Será na sede do Abaô, na rua Reis Lima, 193 – Bairro Industrial, em frente ao Caic, em Aracaju.


Desqualificado


A presença do presidenci-ave Jair Bolsanaro na mídia deixa bem claro que é um quadro político desqualificado. Quem o viu com krnalistas na Globo News na sexta-feira passada, 03/08, percebeu isso.


Questão de oportunidade



Os casos de filhos de trabalhadores sem-terra que conseguiram realizar cursos universitários já eram conhecidos. No rol dessas pessoas entra certamente Esmeraldo Leal, ex-secretário da Agricultura de Sergipe. Agora, a formatura de um filho de descendente de quilombola em Medicina pela UFS é algo que merece destaque. Os dois casos só reforçam a crença de que o povão brasileiro só precisa de oportunidades. A família, o jovem médico e a UFS estão de parabéns!


Bancários podem parar


O Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) está convocando para a próxima quarta-feira (8), às 18h30, uma assembleia para avaliar contraproposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), relativas à Campanha Salarial 2018. Ainda da pauta, os bancários vão avaliar e deliberar proposta de paralisação de atividades no dia 10 de agosto, a manifestação nacional denominada de Dia Nacional do Basta.


Olhos nos filhos


Os pais e as mães precisam assumir suas responsabilidades quando o assunto é a criminalidade juvenil de seus filhos. Isso não é só caso de polícia. Devem procurar saber com quem eles andam e, se aparecem com dinheiro etc., também têm obrigação de perguntar pela sua procedência. São muitas as famílias que têm perdido seus filhos para o crime. Nada de passar a mão na cabeça deles.

 


Antenados


Os dois "Valdos", ou seja, Belivaldo e Edivaldo, parecem estar bem sintonizados. Na semana que passou, visitaram bairros, fiscalizaram obras, etc.


Fundo Eleitoral


Mais de um bilhão e meio de reais serão distribuídos pela Justiça Eleitoral através do Fundo Eleitoral aos candidatos nas eleições gerais deste ano - sem falar do Fundo Partidário, claro. É a chegada do financiamento público de campanhas eleitorais com a saída do financiamento empresarial das mesmas. A experiência internacional mostra que esse novo fundo não impede que ocorra financiamento empresarial paralelo. Esse foi, por exemplo, o caso do ex-chanceler Helmut Kohl na Alemanha tempos atrás. Depois dessas eleições ficaremos sabendo se os pequenos partidos concorrerão em melhores condições do que aquelas do sistema anterior.


Fraudes em concursos


Mais e mais fraudes em concursos públicos têm sido denunciadas. O curioso que os infratores são reincidentes, com rastros deixados em outros estados da federação. Bem que as polícias estadual e federal podiam se comunicar e se articular para evitar esses problemas. Tecnologia para fazer esse trabalho, isso não lhes falta.


E as promessas?


O governo de Michel Temer já acabou. Agora só vai "cumprir tabela" até o 31 de dezembro. Tem muita gente se perguntando se as promessas de verbas para prefeitos sergipanos em troca de apoio político serão cumpridas depois das eleições. Esta coluna está apostando que não serão poucos os que ficarão decepcionados.


Novo FASC


A realização de mais uma edição do Festival de Artes de São Cristóvão, em 2018, é uma boa notícia para o mundo cultural. Mesmo sem a dinheirama como acontecia nos anos setenta do século passado. A antiga São Cristóvão possui uma das mais belas arquiteturas coloniais do Brasil. Dizer que é um "museu a céu aberto" nunca é demais.




Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
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