16/08
11:53

Diretores-Gerais dos Tribunais do Trabalho participaram do curso de gestão no CSJT

 Com a participação de todos os diretores-gerais dos Tribunais Regionais do Trabalho do país, o Conselho Superior da Justiça do Trabalho ofereceu o curso “Liderando com Pares e Superiores”, ministrado em 8 de outubro, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). Também participaram do evento gestores que atuam diretamente com os diretores-gerais, sejam pares ou subordinados.
 
O curso, ministrado pelo instrutor Pedro Mandelli, faz parte da Formação de Gestores contida no Plano Anual de Capacitação da Justiça do Trabalho. Na palestra, Mandelli, que é consultor nas áreas de gestão de performance e comportamento organizacional, demonstrou os benefícios de se liderar sem imposição hierárquica, conquistando a confiança da equipe, para o alcance de resultados.
 
O instrutor ressaltou que o foco principal da palestra é desenvolver os conceitos, as técnicas e as táticas, para dar uma fundamentação no chamado poder de influência. “O saldo que fica é o aumento sensível no entendimento daquilo que de fato dá credibilidade e confiança nas relações interpessoais, onde, principalmente, não se tem autoridade hierárquica”, explica.
 
A escolha do palestrante decorreu da experiência que ele possui em equipes de alta performance, segundo a coordenadora de gestão de pessoas, Rosa Casado. De acordo com ela, o curso faz parte do Plano Anual de Capacitação do Conselho Superior da Justiça do Trabalho.
 
A chefe do Núcleo de Educação Coorporativa (NEduc) Fernanda Tavernard explicou que com a dinâmica proposta para o curso, foi possível a exposição e a troca de experiências acerca de situações vivenciadas pelos gestores no dia a dia dos Tribunais. “O evento tem esse caráter interativo e reflexivo inspirando os participantes em suas atuações como gestores públicos”, ressaltou a chefe do Núcleo.
 
Autor do livro “Muito Além da Hierarquia” e coautor de “A disciplina e a arte da Gestão das Mudanças”, “Exercendo Liderança” e “Vida e Carreira: um equilíbrio possível?”, este em conjunto com Mário Sérgio Cortella, Pedro Mandelli é articulista de revistas de negócios desde 1992 e foi eleito um dos três professores mais queridos de programas de MBA e um dos cinco consultores de conteúdo mais requisitados do país.


Variedades
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Por Redação
16/08
11:49

Em julho, foram vendidos mais de 1.400 veículos novos em Sergipe

Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (FENABRAVE), indicam que as vendas de veículos novos no estado totalizaram 1.416 unidades, em julho deste ano, conforme a análise realizada pelo Boletim Sergipe Econômico, parceria do Núcleo de Informações Econômicas (NIE) da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) e do Departamento de Economia da UFS.

O número de veículos novos aqui referido, diz respeito à soma dos montantes de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus licenciados, pela primeira vez, no período em análise. O primeiro emplacamento do veículo é considerado como venda, por causa do prazo estabelecido em lei para isto. Ou seja, o prazo é de 15 (quinze) dias consecutivos após a data de saída do veículo da loja, localizada no estado.

Em termos relativos, verificou-se um aumento de 0,5%, em relação às vendas de julho do ano passado. No comparativo com o mês imediatamente anterior, o último mês do 1º semestre, também se registrou um novo aumento e dessa vez mais significativo, de 19,7%.

No acumulado do ano (janeiro a julho), as vendas totalizaram 9.085 unidades, registrando elevação de 0,4% sobre o mesmo período do ano passado.

Vendas por segmento em Julho/2018

As vendas de automóveis e comerciais leves chegaram a 1.350 unidades, apresentando um pequeno aumento de 0,4%, em relação a julho de 2017. Quando comparado com o mês imediatamente anterior, junho último, também se notou um aumento, desta vez de 18,5%. Nos sete primeiros meses do ano corrente, as vendas nesse segmento recuaram 0,7% em relação ao mesmo intervalo de 2017.

Entre os veículos pesados, o segmento de caminhões registrou a comercialização de 59 unidades, no mês analisado. De janeiro a julho deste ano, o segmento teve um aumento de 51,1% nas vendas quando comparado com o mesmo período do ano anterior.

Por sua vez, o segmento de ônibus comercializou apenas sete unidades no mês de julho último. No ano (janeiro a julho), as vendas estão 41,7% abaixo das realizadas no mesmo intervalo de 2017.

Outros segmentos em Julho/2018

As vendas e o licenciamento de ciclomotores, motocicletas e motonetas, a partir de 50 cilindradas, de acordo com a Lei 13.154/2015, somaram 1.169 unidades, no mês em análise, assinalando um aumento de 5,8% na comparação com o mês de julho do ano passado. Já em relação ao último mês de junho, o aumento foi de 28,7%. No acumulado do ano, entre janeiro e julho, foram vendidas 7.799 unidades.


Economia
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Por Eugênio Nascimento
16/08
11:34

Denuncie candidatos inelegíveis ao MP Eleitoral

 O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) em Sergipe está convocando a população para apoiar o trabalho de barrar candidatos inelegíveis nas eleições 2018. Os pedidos de registros de candidaturas serão apresentados pelos candidatos até esta quinta-feira (15), e a impugnação da candidatura poderá ser feita até cinco dias após a publicação dos editais. Daí a importância de que a notícia de inelegibilidade seja apresentada, preferencialmente, até a próxima sexta-feira (17).
 
Inelegibilidade – Entre as várias inelegibilidades que podem ser noticiadas, estão as que são resultado de condenação por improbidade, condenação criminal, rejeição de contas, exclusão de conselhos profissionais, servidores públicos demitidos por faltas disciplinares etc. As inelegibilidades também decorrem da situação jurídica do cidadão, como sua profissão, que pode gerar incompatibilidades para a disputa do cargo. Assim, servidores públicos só poderão ser candidatos caso tenham solicitado o afastamento ou a desvinculação do cargo, função ou emprego até o último dia 7 de julho.
 
O MPF solicita dados a órgãos como o Tribunal de Contas do Estado, o Tribunal de Justiça e conselhos profissionais para o trabalho de impugnação de candidaturas, mas o apoio da população pode garantir um pleito mais limpo, explica a procuradora Regional Eleitoral, Eunice Dantas. “O prazo é muito curto e as razões para a inelegibilidade são diversas. Se um cidadão aponta especificamente um caso conhecido de inelegibilidade de um candidato que ele conhece, torna o trabalho mais eficiente e rápido, podendo trazer um caso que não estava em nosso radar, inclusive”, destaca Eunice Dantas.
 
Denúncia – Para informar o MP Eleitoral sobre um candidato inelegível, o cidadão poderá apresentar a notícia de inelegibilidade diretamente na Sala de Atendimento ao Cidadão do Ministério Público Federal em Sergipe, localizada na rua José Carvalho Pinto, nº 280, Bairro jardins, em Aracaju. A apresentação da notícia também pode ser feita por meio do endereço eletrônico http://www.mpf.mp.br/para-o-cidadao/sac.
 
A legislação eleitoral prevê que qualquer cidadão, no gozo de seus direitos políticos, pode – no prazo de cinco dias contados da publicação do edital relativo ao pedido de registro de candidaturas – dar notícia de inelegibilidade ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), órgão competente para julgar tais impugnações. A notícia deve ser minimamente fundamentada. Quando o noticiante não contar com um advogado, poderá apresentar a notícia de inelegibilidade na Secretaria Judiciária do TRE, caso em que deve ser providenciada a inserção no Sistema Eletrônico da Justiça Eleitoral.
 
Clique aqui e conheça a Lei de Inelegibilidades.


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Por Redação
16/08
11:29

Pesquisa de Cultura e Clima Organizacional do MP de Sergipe obtém notas favoráveis

 Atendendo uma deliberação do Fórum Nacional de Gestão instituído pelo Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP, o MP de Sergipe realizou uma pesquisa de cultura e clima organizacional, com o intuito de coletar a percepção de membros e servidores a respeito do órgão ministerial sergipano. A pesquisa online foi realizada de 22 de março a 20 de abril de 2018 e foi conduzida pela Coordenação de Evolução Humana. Ética, Espiritualidade e Fraternidade do MP.
Em relação ao quesito que avalia o clima organizacional do MP de uma forma global e considerando todos os seus aspectos (remuneração, segurança, desenvolvimento e capacitação, reconhecimento do trabalho, relacionamento interpessoal, delegação de tarefas, orgulho de pertencer à instituição, etc.) os percentuais refletem um clima organizacional favorável na Instituição.
 
43% atribuíram nota 8
 
22% nota 7
 
18% nota 9
 
10% nota 10
 
Com os resultados da pesquisa foi possível realizar um diagnóstico de como está a conjuntura atual do Ministério Público de Sergipe. De acordo com o PGJ Rony Almeida, a ferramenta permitiu ao MP uma visão geral de como está o ambiente organizacional. Por meio da percepção dos colaboradores foi possível identificar os pontos positivos e os negativos e, com isso, buscar as adequações, a fim para manter um bom nível de produtividade.
 
Clima organizacional é a qualidade do ambiente que é percebida ou experimentada pelos participantes da instituição e que influencia o seu comportamento. É aquela "atmosfera psicológica" que todos nós percebemos quando entramos num determinado ambiente e que nos faz sentir mais ou menos à vontade para ali permanecer, interagir e realizar. “Por isso é de extrema importância conhecer os fatores que contribuem ou dificultam a manutenção de um clima produtivo na Instituição, para que juntos possamos intervir de forma significativa”, pontuou o PGJ.
 
O relatório final demonstra que membros e servidores do MP de Sergipe tem um grau relativamente alto de satisfação. A pesquisa, primeira de uma série, consolidará uma base de dados que será utilizada como parâmetro para mensurar a evolução do indicador “Clima Organizacional” no MP de Sergipe.


Variedades
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Por Redação
16/08
11:26

Reinserção social: projeto no horto da Sementeira proporciona chance de nova vida a apenados

 Uma nova chance. É para isso que o horto do Parque da Sementeira reúne apenados para a realização de atividades destinadas à arborização de Aracaju. O grupo faz parte do projeto "Começar de Novo". Uma parceria entre Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) e o Conselho Comunitário de Execuções Penais (CCEP), pretende reeducá-los socialmente e reintegrá-los no mercado de trabalho formal por meio das atividades desenvolvidas.
 
Implantada na Sema há cerca de quatro anos, a iniciativa foi idealizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Foi firmado um contrato de cinco anos entre Sema e CCEP, conforme acordo entre ambas as partes. Ao longo desses quatro anos, o horto já recebeu 20 apenados, e conta hoje com oito. Vindos de todos os sete presídios de Sergipe, os penalizados realizam atividades de viveirismo (práticas em estufa de plantas) e de arborização urbana.
 
Antes de chegar ao horto, porém, são avaliados por uma psicóloga e depois passam por uma espécie de entrevista com o presidente do Conselho Comunitário de Execuções Penais, na sede do órgão, Erivaldo Vieira, que dá o último aval. Para ter chances de trabalhar no horto é preciso ter bom comportamento na prisão, assim avaliado pela direção do presídio em que o preso se encontra, conseguir a liberdade condicional, e por fim, estar sob o regime aberto de detenção, ou seja, mesmo processado pela infração cometida, pode cumprir a pena longe de uma cela. Sem estar adequado a essas normas, o detento fica impossibilitado de desfrutar dessa oportunidade de mudar de vida. "Nós estamos reeducando essas pessoas. Eles devem esquecer quem eram antes e se transformar em outra pessoa. Eles devem tocar a vida de outra maneira, porque essa oportunidade que a gente dá, é para eles não voltarem ao mundo do crime", explicou Erivado Vieira.
 
Já no horto, os apenados foram treinados por profissionais da Sema, da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), do Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) e de professores da UFS (Universidade Federal de Sergipe). A capacitação de 40 horas semanais, realizada em fevereiro deste ano, permite que os penitenciados realizem, desde atividades como produção de substrato (suporte para fixação das raízes da planta), a atividades de plantio. A rotina vai das 8h às 12h e segue das 13h às 17h, e a presença dos apenados no trabalho é rigorosamente registrada no ponto que eles assinam todos os dias, ao entrar e ao sair do Parque da Sementeira. Eles recebem mensalmente R$ 1.474,00, divididos em R$ 954,00 de salário, R$ 370,00 equivalente ao vale-compras, e R$ 150,00 de vale-transporte, este último "sem nenhum desconto", como ressalta o presidente do CCEP. A remuneração, relativamente alta para um apenado em regime aberto, serve para compensar a ausência de direitos trabalhistas do infrator, como aposentadoria e FGTS, e equivale a 40 horas semanais trabalhadas. Após o fim do expediente os oito penitenciados vão para suas casas e são esperados no dia seguinte para mais um dia de trabalho.
 
"Desde que assumi a coordenação do horto, só tive problema com dois apenados, por questões sociais, eles não desejavam mudar de vida", relata o coordenador do horto Victor Melo. Um relatório apresentado este ano avaliou o projeto durante os quatro anos de implantação junto à Sema, e constatou que, dos 20 apenados que passaram pelo Parque da Sementeira, 80% seguiu trabalhando no horto sem apresentar nenhum transtorno ou desvirtuamento do trabalho.
 
À frente da coordenação e, consequentemente, do projeto Começar de Novo desde outubro de 2017, Victor diz ter se surpreendido com a capacidade de alguns membros do grupo, e afirma que todos eles executam as atividades conforme o esperado e conta que faz cobranças ao grupo. "Pedimos dedicação ao trabalho, porque esse tipo de projeto é muito importante. É uma grande oportunidade para eles voltarem para a sociedade", avalia.
 
Oportunidade
 
Denison Pinheiro, 23, é natural de Aracaju. Ele veio do Complexo Penitenciário Dr. Manoel Carvalho Neto (Copemcan), localizado em São Cristóvão. Ele conheceu o projeto por meio das assistentes sociais que frequentavam o Fórum, responsável por providenciar a documentação relacionada à sua Liberdade Condicional. Denison enxerga o projeto como uma chance de refazer a vida e já planeja o futuro. "Quero estudar primeiro, fazer um curso técnico de eletromecânica e procurar uma área de trabalho para ter uma posição confortável na vida", planeja.
 
Quem também reconhece a importância do projeto é Elisandro Tenório, 29. Ele se sente valorizado e diz que sempre quis mudar de vida. Cuidar das plantas e da natureza é o que mais aprecia fazer. "Conheci alguns amigos que vieram para cá, que gostavam daqui. Como me dava bem com todos eles, vir também", conta. Sua satisfação com o trabalho está expressa na opinião que tem do projeto Começar de Novo. "A melhor coisa que já existiu foi esse grupo, porque confia em todos nós e nos dá essa oportunidade", contou.

Foto: Ana Lícia Menezes.


Variedades
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Por Redação
16/08
10:45

Henri Clay afirma que solução dada à Fundação Hospitalar é paliativa e eleitoreira

Em seu primeiro dia como candidato ao Senado da República, o presidente-licenciado da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe (OAB/SE), Henri Clay Andrade (540), fez duras críticas ao atual governo, pela solução encontrada para os trabalhadores da Fundação Hospitalar de Saúde.


"Desde que a Fundação Hospitalar foi criada, já havia problema. Eu disse que ia dar problema. Nós fomos contra a criação, a OAB chegou a entrar com uma ação, porque a gente sabia que daria problema lá na frente. Essa solução que Belivaldo está dando é paliativa e de véspera de eleição", disse Henri Clay em entrevista ao radialista Jota Wagner, na Rio FM de Porto da Folha.


E continuou: "A gente precisa é que a Saúde Pública tenha um serviço de qualidade. Eu conheço bem essa construção da Fundação de Saúde e precisamos dar uma solução definitiva.  Tem que se dialogar com os trabalhadores. Parece que quando chega ao poder, se tem medo de conversar com sindicato".


O candidato disse ainda que ao chegar no Senado irá priorizar o direcionamento de verbas para a Saúde, por entender a atual ineficiência do Estado para com esse setor.


DESO

Questionado sobre a atual situação da Deso, Henri Clay deixou claro o seu posicionamento contrário à privatização não apenas da companhia, mas também de outros serviços públicos.


"É um crime à sociedade sergipana, ao povo , essa proposta de privatizar a Deso. Sou absolutamente contra. Jackson Barreto queria privatizar a Deso junto com Michel Temer. Eles não conseguiram porque houve uma grande mobilização. Somos a favor é do fortalecimento das empresas estratégicas do Estado", garantiu o advogado.


Henri Clay aproveitou para falar sobre a recuperação econômica do Estado e o foco no fortalecimento das vocações econômicas de cada região como forma de trazer de volta os empregos perdidos.


"A economia está parada em Sergipe, mas tenho certeza de que irá se recuperar. Basta que se tenha investimento nas vocações econômicas. Nós temos várias fabriquetas que precisamos incentivar, dar linhas de créditos para se desenvolver. Se nós investirmos nas vocações econômicas de Sergipe, a gente dá um salto", pontuou o candidato ao Senado.


VERGONHA NA CARA

Ele garantiu que lutará no Senado para que a Constituição seja cumprida. "O Brasil tem jeito. Nós vamos para cima no Senado para que se cumpra a Constituição. Sabe o que está faltando no Brasil? É vergonha na cara, falta de compromisso para cumprir a Constituição, que é de primeiro mundo", afirmou o advogado.


Por último, o candidato falou sobre a candidatura do ex-presidente Lula. "Sendo direto, a prisão de Lula é inconstitucional. A Constituição diz de forma muito clara que ninguém pode ser considerado culpado sem o trânsito em julgado. Está posto com todas as letras. Sou partidário da Ficha Limpa, mas o judiciário não pode se desgastar com decisões partidárias. Dois pesos e duas medidas o povo não aceita", finalizou Henri Clay lembrando o seu número nas urnas, o 540.



Política
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Por Eugênio Nascimento
15/08
21:01

HU faz primeira cirurgia endoscópica transnasal

 O Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), conseguiu realizar a sua primeira neurocirurgia de base de crânio por via endoscópica transnasal. Uma paciente de 39 anos, que já recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), foi submetida ao procedimento para retirada de um adenoma na glândula hipofisária, tida como a glândula mestra do organismo.
 
A principal vantagem desse tipo de procedimento foi não precisar “abrir a cabeça do paciente”, mas ter acesso ao tumor por via transnasal, conforme explica o otorrinolaringologista do HU-UFS, Ronaldo Carvalho.
 
“Nesse tipo de cirurgia, o médico otorrinolaringologista é responsável por acessar o tumor, que neste caso estava dentro da hipófise. Antigamente, era preciso abrir a cabeça do paciente, agora o otorrino faz o acesso por meio do nariz, indo até a região intracraniana, onde está o tumor. A partir daí, o neurocirurgião tira esse tumor através do nariz. Operamos em conjunto”, explica o especialista.
 
Indicação
 
A paciente em questão foi encaminhada para cirurgia pela médica endocrinologista Angela Leal, do HU-UFS. “A indicação foi para retirada de um adenoma na glândula hipofisária. Essa paciente fez exames, foi avaliada, definiu-se qual seria a causa do problema, qual o local onde estava havendo excesso de cortisol e, por fim, foi indicado o procedimento. Mostramos a imagem onde está a lesão, qual o motivo da indicação e, agora, estamos fazendo o acompanhamento pós-cirúrgico”, relata Angela Leal.
 
Para fazer esse procedimento, foi necessário envolver, além de otorrinolaringologista e endocrinologista, o neurocirurgião. “Foi um ato cirúrgico combinado entre a neurocirurgia e a otorrinolaringologia. O método usado é um acesso transfenoidal, através da cavidade nasal. A equipe do otorrino acessa a cavidade nasal com endoscópio, atinge a parte intracraniana e a neurocirurgia entra efetivamente na base do crânio para ressecção do tumor, localizado na glândula chamada hipófise”, detalha o neurocirurgião Adriano Rocha.
 
Complexidade
 
Ele conta que o procedimento é complexo, tanto pelo ato médico como pelo equipamento necessário para desenvolvê-lo, mas que a cirurgia foi bem-sucedida no seu objetivo. “A paciente tinha um diagnóstico grave, evoluiu muito bem no pós-operatório. Recebeu alta, ficou somente 24 horas na UTI, não houve nenhuma complicação clínica no pós-operatório e agora ela volta a fazer o controle endócrino para vigiar a evolução do ponto de vista hormonal”, descreve.
 
De acordo com o neurocirurgião, a principal vantagem desse tipo de procedimento é a baixa invasividade. “A opção inicial seria uma microscopia, mas o acesso microscópico envolve uma agressividade maior dentro da cavidade nasal. Já o endoscópio, traz pouca lesão de tecidos, menos possibilidade de complicações vasculares, glandulares e também dos tecidos neurológicos”, diz Adriano.
 
O neurocirurgião relata que a paciente operada recebeu a primeira consulta no HU em março, com cirurgião oncológico, por causa das consequências desse tumor, de menos de 1 cm, na hipófise. Ela apresentava vários sintomas que levaram à pesquisa de uma lesão na glândula adrenal. “Na última consulta com a endocrinologista, ela foi diagnosticada com 11 patologias consequentes desse pequeno tumor. Foi feito um esforço especial para que pudéssemos fazer essa cirurgia no menor tempo possível”, falou.
 
Tanto o neurocirurgião quanto o otorrinolaringologista são unânimes em afirmar que a neurocirurgia de base de crânio por via endoscópica transnasal apresenta benefícios, não apenas pela baixa agressividade aos tecidos, mas também pela melhor visualização de estruturas nobres.
 
Piloto
 
“Quando estamos manipulando uma glândula que praticamente coordena todos os outros hormônios do nosso corpo, essa melhor visualização e essa menor manipulação fazem a diferença fundamental na evolução do paciente, permitindo que ele não desenvolva várias complicações clínicas”, afirma o neurocirurgião.
 
A princípio, de acordo com os profissionais envolvidos, essa foi uma cirurgia piloto, mas a expectativa é que esse procedimento vire uma rotina no HU-UFS. “Por essa via transnasal com endoscópio, o HU é o único que faz pelo SUS [Sistema Único de Saúde] em Sergipe. Já temos pacientes com problemas hormonais, que precisam fazer a cirurgia, mesmo que os casos sejam menos graves do que o dessa paciente. Como iniciamos agora, vamos começar a programar a assistência cirúrgica a esses pacientes potenciais”, informa o médico otorrinolaringologista Ronaldo Carvalho.
 
Sobre a Ebserh
 
Desde 2013, o HU-UFS faz parte da Rede Ebserh. Vinculada ao Ministério da Educação, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) atua na gestão de hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.
 
Criada em dezembro de 2011, a empresa administra atualmente 40 hospitais, sendo responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações em todas as unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.
 


Variedades
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Por Redação
15/08
20:55

Médicos estão em treinamento para admissão no Samu

 O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), gerenciado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça o seu quadro médico com a admissão de mais nove profissionais, que atualmente passam por treinamento para assimilar o serviço e sua operacionalização. De acordo com informações do coordenador do Núcleo de Educação Permanente do Samu (Neps), Ronei Barbosa, para ingressar no serviço, o profissional médico passa por uma capacitação inicial que compreende 60 horas na Central de Regulação de Urgência (CRU) e 24 horas na intervenção, ou seja, na assistência direta ao paciente.
 
O corpo médico do Samu é constituído de 154 médicos, sendo 42 na Central de Regulação de Urgência e os demais nas intervenções, por meio das Unidades de Suporte Avançado (USAs), destacadas em 14 bases descentralizadas. No entanto, segundo explicou a coordenadora Médica do serviço, Tiemi Oki, há, atualmente, 34 vagas em aberto, uma carência que se explica pela dificuldade que o Samu vem encontrando para contratar profissionais.
 
“Estamos em busca de médicos para contratar, mas não encontramos profissionais interessados em trabalhar nas bases que ficam no extremo do Estado, como as de Canindé, Porto da Folha e Tobias Barreto, que são as que possuem maior número de vagas em aberto”, disse Oki, informando que é a distância entre estas bases e a capital ou a falta de condições em chegar a elas os motivos que dificultam as contratações.
 
Dos nove médicos que estão em treinamento e que serão incorporados ao serviço caso sejam aprovados, quatro irão atuar na base de Porto da Folha, segundo informou a coordenadora Médica, atestando, no entanto, que apesar das vagas em aberto, nenhuma base fica sem médico durante toda a semana. “Nós temos médicos que fazem escala em Capela, mas também em Propriá e aí a gente nunca deixa de cobrir a região Norte do Estado, o mesmo acontecendo com Canindé do São Francisco e Porto da Folha, que se intercalam cobrindo o Alto Sertão. Na parte Sul, nós temos Lagarto e Tobias, com médicos que se intercalam”, relacionou.
 
De acordo com o coordenador administrativo do Samu, Wallace Barreto, a busca ativa para a adesão de médicos continua sendo feita e já há sinalização positiva para a base de Porto da Folha. “Entramos em contato com alguns médicos que demonstraram interesse em integrar à equipe, o diálogo está mantido e nosso empenho continua”, revelou.
 
O regime de trabalho dos médicos do Samu são plantões semanais de 24, ou seja, um dia na semana eles têm que se deslocar até as bases. Apesar disso, o serviço tem disponíveis 34 vagas, que cairá para 33 tão logo o médico aprovado no PSS da Saúde seja incorporado ao Samu. Tiemi Oki informou que é mais fácil contratar médicos da Bahia para a base de Tobias Barreto e de Alagoas para as unidades de Porto da Folha e Canindé.


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Por Redação
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