30/09
07:25

A zombaria sobre o mal-estar de Edvaldo Nogueira

Kleber Santos
Jornalista e Co-editor do Blog Primeira Mão

Se Jesus vivesse nesta época não diria "a boca fala o que o coração está cheio", mas sim: "o que você posta no WhatsApp revela o seu coração".

Digo isto porque vi num grupo de WhatsApp de jornalistas e na linha do tempo do meu Facebook postagens de muitas pessoas zombando, comemorando e postando o vídeo do mal-estar de Edvaldo Nogueira durante o debate da TV Sergipe, na noite desta quinta-feira, 29.

Poderia até haver um questionamento ou zombaria se houvesse um erro de informação ou falta de informação básica sobre o programa de governo porque todo candidato a prefeito tem de saber na ponta da língua o que pretende fazer caso seja eleito, mas zombar de um problema pontual de saúde de alguém é deprimente, é baixo e revela a falta de valores humanos.

Penso que o digno seria o candidato a prefeito Valadares Filho proibir qualquer pessoa que esteja trabalhando para ele zombar do que aconteceu com Edvaldo. E mais: deveria emitir uma nota se solidarizando com o candidato e lamentando o ocorrido. Se ainda não fez, deveria fazer por uma questão de caráter. A omissão também é um erro. Afinal, melhor do que ter um projeto político é ter um projeto de ser um cidadão do bem, da paz.

Aprendi desde cedo que quando vir o próximo tropeçar deveria ajudar ou, pelo menos, perguntar como está. É o básico para se viver em comunidade.

Aprendi na vida que não vale a pena manter o emprego ou tentar conquistar algum torcendo pelo tropeço do outro.

Aprendi na vida que poder só presta para uma coisa: servir aos outros, caso contrário, o poder nos consome e destrói o que mais temos de sublime: o nosso coração. É isso!

Aracaju, 30 de setembro de 2016

(Escrevo este texto com a tranqüilidade de não pertencer a nenhum grupo político. E ter colegas, pelo menos, nas três principais coligações que estão na disputa).


Coluna Kleber Santos
Com.: 1
Por Kleber Santos
30/09
06:53

Edvaldo Nogueira no debate da TV Sergipe

O candidato a prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PCdoB), passou mal durante o debate realizado pela TV Sergipe na noite desta quinta-feira (29). Ele chegou a ser atendido por médicos da emissora e conseguiu concluir a sua participação no programa. Mesmo com a sobrecarga da campanha, o candidato compareceu ao debate, contrariando ordens médicas e a opinião de assessores, mas ele entendeu que tinha que cumprir o compromisso firmado com os aracajuanos. Edvaldo se desculpa pelo ocorrido e informa que seguirá firme com o projeto de reconstrução da cidade.

Abaixo as publicações de Edvaldo nas redes sociais:

Amigos, tive um pequeno mal estar durante o Debate TV Sergipe. Fui atendido pelos médicos na TV Sergipe e estou bem.
No intenso ritmo da campanha já perdi 6 quilos. Fui ao debate contrariando ordens médicas e a opinião dos assessores. Reitero que estou bem.
Agradeço a preocupação de todos e reitero o meu compromisso em seguir firme com o projeto de reconstrução da nossa cidade. Boa noite.


Coluna Afonso Nascimento
Com.: 0
Por Kleber Santos
30/09
00:37

Leandro, Lourival, João

Marcos Cardoso
Jornalista

Uns dizem que política é cachaça, tamanho é o sabor. Outros dizem que política é o diabo, pelo poder que se impõe até às acertas e traições. Mas triste fim do político que não sabe a hora de parar. Um dia, todo orgulho e presunção se desfazem na derrota inevitável e na rejeição quase absoluta. Até os todo-poderosos hão de sucumbir.

O engenheiro civil Leandro Maynard Maciel foi um dos políticos mais influentes de Sergipe no século 20, capaz de dividir as paixões estaduais entre as décadas de 30 e 70. Foi o nome que melhor se identificou com a poderosa União Democrática Nacional, a UDN. Deputado federal em três mandatos, governador de 1955 a 1959, era senador em segundo mandato, em 1974, quando não soube parar e queria se perpetuar no poder.

Contava já quase 77 anos quando se submeteu ao último pleito, agora pela Arena, sendo derrotado pelo jovem médico propriaense João Gilvan Rocha, do MDB, então com 42 anos. Uma surpresa até para o regime militar naqueles tempos de campanha eleitoral restrita e vigiada e censura à Lei Falcão.

Vinte anos depois, o vexame se repetiu. Desta vez com Lourival Baptista, que em 1994 queria ir para o quarto mandato senatorial seguido. Ele tinha sido deputado estadual, prefeito de São Cristóvão e deputado federal duas vezes, mas chegou ao topo da carreira quando foi governador, cargo que ocupou de 1967 a 70.
Primeiro governador sergipano indicado pelo regime militar, graças à relação de proximidade com Brasília e ao bom momento econômico vivido pelo Brasil no período, conseguiu fazer um governo operoso, realizador de obras importantes.

Lourival governou até o dia 14 de maio de 1970, quando se afastou para disputar o Senado. Ocupou a câmara alta por três mandatos, de 1971 a 1994, sendo que o segundo mandato de senador não foi conquistado nas urnas, mas por indicação. Foi um dos senadores biônicos pós Pacote de Abril de 1977, uma resposta dos militares ao resultado daquela eleição de 1974.

Marcelo Déda reconheceu suas contribuições para o desenvolvimento de Sergipe. E Jackson Barreto contou para este colunista que Lourival Baptista foi de tentar apaziguar. “Ele juntava gregos e troianos, PSD e UDN, que antes não se uniam”, exemplificou, lembrando do slogan daquele governo: “Pacificação e desenvolvimento”.
“Não conheço perseguição, embora ele não precisasse se desgastar com isso, porque os militares já perseguiam. Jugurta (irmão) fez concurso para promotor e os militares da 6ª Região não queriam a posse dele. E o sogro de Jugurta, que era político no interior, pediu a Lourival. E ele sabia que Jugurta era ligado à UNE”, declarou o governador, que já era um importante inimigo político. “Era um bonachão, não era um homem ruim”.

Em suma, Lourival foi um político relevante, o governador sergipano mais poderoso durante o regime. Mas no derradeiro pleito eleitoral que disputou, em 1994, perdeu o bonde da história para o petista José Eduardo Dutra. O velho político já contava com 79 anos, contra os 37 anos do jovem geólogo do PT.

Agora é João. O atual prefeito de Aracaju fez 75 anos no dia 3 de julho. É de longe o político sergipano com mais rodagem em cargos no executivo. Ninguém governou Sergipe e nem administrou Aracaju por mais tempo do que ele.

Foi governador em três mandatos distintos (1983-87, 1991-95, 2003-07) e prefeito da capital por oito anos, a primeira vez em 1975-79, por indicação do governador José Rollemberg Leite e anuência dos generais que comandavam o país. A segunda gestão é esta iniciada em 2013 e que conclui agora.

Por comparação, Edvaldo Nogueira era até então o prefeito mais longevo, com seis anos e nove meses de gestão.

João Alves também foi ministro do Interior no governo José Sarney, permanecendo no cargo de agosto de 1987 a março de 1990. Nunca disputou um cargo legislativo, tarefa da qual incumbiu sua mulher, Maria do Carmo Alves, agora no terceiro mandato de senadora.

Mas o velho político, visionário e realizador de obras importantes em Sergipe, como o sistema de abastecimento de água no sertão, a orla da Atalaia e a ponte Aracaju-Barra dos Coqueiros, já não tem fôlego para repetir performances anteriores.

Realiza uma gestão sofrível à frente de Aracaju, na qual se destaca uma praça construída à beira mar na praia Formosa, e faz uma campanha que beira o escárnio, que tem como apelo mais forte o piedoso pedido da senadora para que o aracajuano dê uma nova oportunidade para o marido.

Já devia ter parado quando o “menino” Marcelo Déda o venceu em 2006, em pleno mandato governamental. Agora, patina nas pesquisas eleitorais e, como Leandro e Lourival, acabará finalmente tendo que admitir que está derrotado.

Poderia estar viajando com a sua Maria ou brincando com os netos, mas preferiu o destino mais cruel para o político: sair compulsoriamente da vida pública, rejeitado até por aqueles que um dia o amaram.


Colunas
Com.: 0
Por Kleber Santos
29/09
00:44

Veja.com destaca doação de R$ 100 mil de empresário à campanha de João Alves


O site da Revista Veja destacou em uma matéria que o candidato à reeleição, o prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), recebeu até agora 1.130.850,00 reais em doações eleitorais declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A maior parcela desse total partiu da direção nacional do partido: 1 milhão de reais. E 100.000 do empresário Luciano Franco Barreto, dono da construtora Celi, que possui contratos com a prefeitura da capital de Sergipe.

De acordo com a revista, a Construtora Celi presta serviços para a prefeitura por meio da Celi Terraplanagem e Pavimentação. As construções do Complexo Viário Governador Marcelo Déda e do Viaduto Hugo Costa, em 2013, ficaram a cargo da empreiteira e foram orçadas em mais de 34,5 milhões de reais.

Leia aqui a matéria completa

Foto: Divulgação/Veja



Política
Com.: 0
Por Kleber Santos
29/09
00:37

Homem que utilizava Tinder para estuprar é preso em N. Sra. do Socorro

Jovem foi preso em Nossa Senhora do Socorro, após usar perfil falso em uma rede social para atrair vítimas

Policiais Civis da 6ª Delegacia Metropolitana prenderam na manhã do último sábado, 24, no bairro Albano Franco, o jovem José Cleovânio Souto Santos Júnior, conhecido como “Júnior”, 21 anos, acusado pelo crime de estupro seguido de roubo, cometido contra diversas mulheres. De acordo com informações da PC, os crimes já vinham sendo praticados há pelo menos três meses e que ainda tem número impreciso de vítimas.

Os crimes eram cometidos contra usuárias do aplicativo Tinder, de relacionamento social, onde José Cleovânio possuía um perfil identificado como “Caixa 21”, onde expunha dados falsos como foto, nome e origem. Ele dizia se chamar Bruno, ser de Santa Catarina, estar de passagem em Aracaju e interessado em sexo casual. Para atrair suas vítimas, Júnior usava a fotografia de um outro rapaz.

Com um diálogo objetivo e direcionado a sexo, Cleovânio disse que selecionava suas vítimas também pelo valor do aparelho celular que elas próprias expunham em fotografias enviadas pelo tinder e WhatssApp.

Posteriormente, Júnior convidava para sair e informava que iria mandar um motorista (na verdade, era ele mesmo) pegar a vítima em um local previamente acertado. Dentro de um carro com vidros escuros, as vítimas eram então informadas do assalto, ameaçadas com faca e conduzidas para um matagal nas proximidades do povoado Cabrita, zona rural de São Cristovão, onde eram sexualmente violentadas, tinham seus pertences subtraídos e, por fim, eram abandonadas no matagal.

O autor admitiu ter cometido cinco ou seis estupros seguidos de roubo, admitindo não ter certeza do número exato, fazendo presumir que muitas outras vítimas possam ainda ser identificadas. Cleovânio acreditava que as vítimas, por estarem marcando encontro escondido de familiares, não iriam procurar a polícia, mas não foi o que ocorreu.

As vítimas que queiram denunciar qualquer constrangimento causado pelo Cleovânio Júnior devem procurar a 6ª Delegacia Metropolitana, no Eduardo Gomes, ou o DAGV de Aracaju para um atendimento inicial, podendo, ainda, informar o ocorrido através do 181 ou 3257-9550 (6ª DM).

Ascom


Variedades
Com.: 0
Por Kleber Santos
29/09
00:34

Justiça Eleitoral disponibiliza programas para acompanhar apuração das Eleições 2016

O eleitor vai poder acompanhar em tempo real a apuração dos resultados das Eleições Municipais 2016 de quatro formas diferentes. A primeira delas pelo “Divulga”, sistema produzido pela Justiça Eleitoral para o acompanhamento dos resultados de votação de candidatos, partidos e coligações das eleições.

O “Divulga” permite a visualização dos dados por meio de várias consultas. Na versão desktop, o Divulga oferece maior gama de informações, permitindo ao usuário consultar os resultados de todos os municípios. “O Divulga é um softwareinstalável, que se encontra disponível para download gratuito na página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em versões paraWindows e Linux”, explica o chefe da Seção de Totalização e Divulgação de Resultados do TSE, Júlio Valente.

App Resultados
Outra forma de acompanhar a apuração dos resultados em tempo real é pelo aplicativo (App) “Resultados”. O App desenvolvido para tablets e smartphones pode ser baixado gratuitamente nas lojas Google Play (Android) e Apple Store(IOS). Por meio dele, é possível acompanhar os dados de cada município com a indicação dos eleitos ou dos que foram para o segundo turno (no caso dos municípios com mais de 200 mil habitantes). Os resultados do primeiro turno serão divulgados a partir das 17h (horário local) do dia 2 de outubro.

App Boletim na Mão
Outra possibilidade é via aplicativo “Boletim na Mão”, também disponível para download gratuito nas lojas Google Play e Apple Store. A ferramenta permite que o resultado do pleito municipal de 2016 seja conferido por meio do código QR – um código de barras em 2D que pode ser escaneado pela maioria dos aparelhos celulares que têm câmera fotográfica.

“Assim que acaba a eleição, o resultado da votação já é público. A urna emite o Boletim de Urna (BU), que o eleitor pode conferir no próprio local de votação. Agora, com o QR-Code, ele vai poder escanear uma cópia do BU e levar para casa o resultado da sua seção eleitoral no seu aparelho celular. Com a cópia do BU em mãos, o eleitor pode conferir no site do TSE se aquele boletim foi totalizado pelo Tribunal”, esclarece o chefe da Seção de Voto Informatizado do TSE, Rodrigo Coimbra.

DivWeb
O DivWeb apresenta o mesmo conteúdo do aplicativo “Resultados”, mas permite ao usuário acompanhar a apuração do resultado das eleições pela internet, sem necessidade de instalação de qualquer software adicional em seu computador.

De acordo com Júlio Valente, “a divulgação de resultados acontece em tempo real durante o recebimento dos dados. Os resultados são recebidos por meio de arquivos que saem das urnas eletrônicas e são recebidos pelos Tribunais Regionais Eleitorais. Nesses tribunais, ocorrem as totalizações de tempos em tempos. Cada totalização é compartilhada por meio de conteúdo na internet”.
 
Clique aqui e acesse a página com os APPS da Justiça Eleitoral


Política
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
29/09
00:33

A crise econômica, o CDC e as técnicas de encantamento de clientes utilizadas pelo comércio

Ellen Cláudia da Silva Santos
Tecnóloga em Marketing*

Em tempos em que muito se fala de crise econômica, notória se faz a ideia de que tanto os grandes quanto os pequenos empreendedores estão topando qualquer acordo para fazer negócio, flexibilizando formas de pagamento, baixando preços ou aumentando descontos, deixando reduzir a sua margem de lucro para não deixar o estoque estagnar. Reflexo disso se dá no aumento do desemprego, principalmente na indústria e comércio, onde a baixa produção é resultado da pouca procura por novas aquisições, do medo comum coletivo do endividamento ou até pela ausência do poder de compra.
Pois bem, aqueles que puderam parar e estudar a história da economia mundial podem ter uma ideia de que as crises são cíclicas, sempre houve, mesmo nas épocas onde no comercio a produção de bens ainda estava se moldando e pouco se parecia com o nosso modelo atual. Mas são não há crise que seja infinita, pois sempre se chaga ao fim, o que resta a população é tentar minimizar seus efeitos e procurar transformar algumas dificuldades em oportunidades de melhorias.

Nesse instante, você deve estar se perguntando o que tem a ver a crise econômica com as técnicas de encantamento de clientes? E mais, onde se encaixaria o Código de Defesa do Consumidor nessas questões? Faremos uma analise de tais temas agora.

Normalmente, mesmo em tempo de bonança social e comercial, é costume que os bons comerciantes se utilizem da técnica de encantamento de clientes para fidelizar sua clientela, tentando diferenciar o seu serviço (mesmo que seja de venda de mercadorias) dos demais da concorrência. Nesse diapasão foi que surgiu o jargão: "O cliente sempre tem razão". O fator envolvido aqui é a satisfação do cliente, para que ele se acostume com a empresa ou com o profissional, e sempre volte, torne-se parte da sua clientela. Para ser mais específica, há uma prática reiterada no comercio brasileiro que só tem por finalidade agradar ao cliente para que ele volte e até compre mais: a troca com nota fiscal ou etiquetas.

Algumas lojas ainda vão além, trocam a mercadoria com etiqueta ou nota fiscal simplesmente pelo fato do cliente ter oferecido a coisa a alguém de presente, o que traz mais um potencial novo cliente à loja. Mas então está aí a problemática desse costume: por ser tão comum, é comum também ao homem médio acreditar que há uma proteção legal para tal ação ou que seja obrigatória a troca pelo estabelecimento comercial. Ledo engano, tal prática não passa simplesmente de uma cordialidade para com o cliente, ou como expomos aqui, de uma técnica de encantamento.

A legalidade da troca ou do chamado "arrependimento posterior" só é recepcionada pela lei através do Código de Defesa do Consumidor em seu artigo 49, que versa que é direito do consumidor o cancelamento do contrato, e subentenda-se aqui também a compra de mercadoras, quando a venda for realizada fora de uma loja física. Para isso, o cliente tem um prazo de até 7 dias para exercer seu direito de arrependimento.

Eis então que o engano comum do popular que a obrigatoriedade da troca se dá pelo simples arrependimento da compra ou por não se agradar da coisa. O arrependimento só é devido se a aquisição ocorrer fora de estabelecimento comercial, por representante a domicilio, telefone, televisão, ou ainda por analogia, pela internet. Além dessas hipóteses, o fornecedor só é obrigado a efetuar troca de produtos caso esses venham com vícios redibitórios (aqueles defeitos ocultos, que não se pode notar aparentemente), que inutilizem ou desvalorizem a coisa, conforme o artigo 18 do CDC, que diz respeito a aquisição de produtos, mercadorias ou serviços que apresentem defeitos que não são aparentes ou ocultos, que diminuem a qualidade ou quantidade do produto tornando-o impróprio ou inadequado para consumo.

Ainda assim, para ocorrer a troca, segundo o código, deve-se decorrer 30 dias entre a reclamação do defeito pelo cliente ao estabelecimento e a obrigatoriedade da troca sem que o problema seja sanado, além de ser trocado por um produto da mesma espécie. Ou ainda, o CLIENTE pode escolher pelo abatimento proporcional do preço, equiparando a utilidade da mercadoria, ou a restituição integral do valor pago.

Nesses casos, não só pode o consumidor exigir a troca como qualquer alternativa dada pelo CDC, ou ainda no código civil brasileiro, em seu artigo 441 e seguintes, que traz a possibilidade de exigir o abatimento do valor da coisa. Deixando claro ainda, que o caso de troca em caso de vícios (defeitos) só é assegurado depois de 30 dias em que o consumidor contatou o fornecedor pedindo para sanar tal defeito.

Destarte, faz-se imperioso aos consumidores em geral o entendimento de que quando uma empresa lhe oferecer o serviço de troca entender que se trata de uma forma de cortesia, encantamento e fidelização deste e não de sua obrigação. E caso não a ofereça esse serviço, se sentindo insatisfeito com a ausência de técnicas comerciais, basta escolher um novo fornecedor quando for optar na próxima aquisição.

Mas, voltando à crise financeira e econômica que assola o Brasil neste momento, o fornecedor que ignora de má-fé o direito já constituído pelos Códigos Civil e de Defesa do Consumidor está praticamente fadado ao insucesso, uma vez que se não aplicam o mínimo para manter o respeito para com o seu cliente, podendo gerar lides judiciais, quem dirá para exercer o encantamento e construir uma clientela. Em tempos das chamadas "vacas magras", algumas atitudes podem transformar as dificuldades em oportunidades.

*Especialista em Didática e Metodologia do Ensino Superior. Graduanda em Direito.


Colunas
Com.: 0
Por Kleber Santos
29/09
00:29

STF atende pedido do MP/SE e mantém condenação de André e Lara Moura

Em decisão prolatada nesta quarta-feira(28/09), o Ministro Edson Fachin, do STF, acolheu o pleito liminar do Ministério Público do Estado de Sergipe, formulado pela Procuradoria-Geral de Justiça, na Reclamação ajuizada perante o Supremo Tribunal Federal.

A Reclamação registrada sob o nº 25.216-SE foi aforada visando desconstituir decisão monocrática exarada pelo Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, Doutor Alberto Romeu Gouveia Leite, que suspendeu a eficácia de Acordão proferido pela 1ª (primeira) Câmara Cível do mesmo Tribunal, o qual manteve a condenação por improbidade administrativa de André Luiz Dantas Ferreira, Alice Maria Dantas Ferreira, Cláudia Patrícia Dantas Ferreira, Elio José Lima Martins, Lara Adriana Veiga Barreto Ferreira e Juarez Batista dos Santos.

Cumpre destacar que os demandados foram condenados por organizarem um complexo esquema de apropriação e desvio de bens públicos, em proveito próprio, inclusive mediante o pagamento de despesas em bares e restaurantes, bem como eventos e publicidade, tudo às custas dos cofres do Municipio de Pirambu.

Com a concessão do pedido liminar, os comandos consubstanciados na suspensão dos direitos políticos, na aplicação de multa civil, além da proibição de contratar com o poder público passam a surtir efeitos.

Segundo o Promotor de Justiça, Doutor Paulo José Francisco Alves Filho, que compõe a Coordenadoria Recursal, órgão auxiliar da Procuradoria-Geral de Justiça: “A decisão do Ministro Fachin confere concretude aos mandamentos insculpidos na Constituição Federal e na Lei de Improbidade Administrativa, podendo gerar efeitos já nesse pleito eleitoral".
 
Fonte: Coordenadoria Recursal


Política
Com.: 0
Por Kleber Santos
1 2 3 4 5 6 » Próxima » Última

Enquete


Categorias

Arquivos